sábado, 7 de fevereiro de 2009

O mal é da idade.


Tem dias em que eu me entrevo toda, acordo com o pescoço meio virado e a coluna estralando mais que o velho senhor da esquina. Foi assim que percebi que estava chegando na idade,que já não tinha ritmo para passar noites em claro comendo doritos e deitada no sofá,nem para as aulas de dança que exigiam muito esforço corporal ou aquele esquema de agachar para limpar os pés do sofá que já estão velhos.Eu precisava escolher entre evitar a fadiga ou limpar a casa (risos),todos dois são muito atrativos. Esse acontecimento me fez lembrar esse avanço tecnológico que anda revolucionando países do mundo todo, inclusive o Brasil que convenhamos não é lá essas coisas. Pensei em como poderia trabalhar algumas horas (por dia) pra poder comprar um robô que nem nos desenhos animados, pra limpar a casa, fazer comida e atender a droga do telefone. Me peguei sentindo uma dó por tamanha escravidão que ele acabaria passando e pela raiva que eu descontaria nele por todo o tempo de trabalho que me custou.Seria um ciclo vicioso e perverso e admito que não me sentiria bem com isso.Não gosto de pisar nas pessoas mesmo que estas sejam feitas de aço,parafusos e pedaços de porcelana. Eu preciso me conformar com isso. A idade chega para todos embora a minha ainda esteja a uns trinta anos de distância é preciso evitar a fadiga.

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