sábado, 31 de janeiro de 2009

Toc-Toc.


Às vezes eu acho que a lei da gravidade é bem maior pra mim. Tudo que pego teme em cair, espatifar em mil pedacinhos ou simplesmente não funcionar. Às vezes eu tenho a impressão que se deixar uma faca de cabeça pra cima posso acabar matando alguém de tão desastrada que sou isso justifica as coisas que sempre coloco de cabeça pra baixo e que alguns teimam em dizer que é TOC. Outras vezes eu já não sou tão desastrada, ando pela calçada pulando os quadrinhos brancos e as listras, às vezes acho que dá má sorte ou que o meu sapato ficará mais sujo se pisar em devidas cores o que algumas pessoas teimam em dizer que continua sendo TOC. Outrora me esqueço dessas velhas manias e me perco nos números pares, sempre de dois em dois (acho tão bonitinho) daí eu já acho bem normal contar tudo, postes, lápis, copos enfim e sempre precisa terminar em pares. Eu tenho a irremediável necessidade de deixar tudo fechado, gavetas, armários e estojos de lápis de cor, isso quando não toco em tudo pra sentir se é áspero, fino ou se pode me dar alergia o que também justifica a minha extrema necessidade de lavar as mãos. E pra finalizar quero deixar um recado aqui: -Você já imaginou quantas bactérias letais existem nesse mouse que todo mundo pega? (eca!)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Método que não funciona.

Eram dois. Cada um arrumou um lugarzinho no canto, estenderam o lençol e colocaram dois travesseiros. Escolheram uma música qualquer do Pink e se colocaram em posição. -Você faz assim- disse o mais experiente. Fique em pé e incline o seu corpo,feche os olhos, esvazie a mente e pense que os seus braços estão flutuando. Ele disse isso ao mesmo tempo em que se preparava para fazê-lo. Respire, inspire. –Não pense no passado e nem no futuro!-disse ele “Goodbye blue Sky” era tocada como fundo e lá estavam eles. Compenetrados e emocionados por tamanha façanha. Daí a garota que seguia o mais velho perguntou: - E agora? -Bem,de acordo com o manual deveríamos estar entrando em transe.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Jesus apaga a Luz!


Dois dias atrás eu estava discutindo com um amigo sobre religião, ta certo que um pseudo-bar/armazém e garrafas de um litro não servem como referência quando se trata de um assunto como esse, mas vale a pena inovar. O sol como sempre já havia deixado aquela marquinha sexy dos óculos e um casal de amigos andando pela avenida de mãos dadas ainda vai gerar algum comentário. Voltando no tempo,eu sei que pouco nos importamos, achamos um bar (com uma lona que dava uma sombra pequena) e resolvemos tomar uma. Deixamos de lado o vendedor “Cult” que nos atendeu e começamos a falar. Quer dizer, eu comecei a falar já que ele não fala muito. Copos pra cá, mesa bamba pra lá e um carro que tocava algo que dizendo eles era música e blá, veio aquele assunto que eu não gosto muito. Religião. Tem algo mais nocivo que isso?Acho que ainda está para existir. Às vezes tenho vergonha das coisas que digo, eu confesso, mas hoje tem gente que adora até um tênis, uma banda e usa drogas com o intuito de alcançar um estágio de transcendência. Eu rio muito quanto a isso, como nós seres humanos temos a necessidade de acreditar em algo maior?O interessante é que tomando como exemplo os ratos que são adorados em alguns países, fico a pensar em por que é que ele não adora homens?Ou cabras? Ou um camelo que é bem maior do que ele? Talvez por que o rato (aquela criatura grotesca e irritante que as mulheres odeiam) saiba bem quem ele é de fato, pra que serve (além de assustar pessoas e espalhar doenças) e por quem ele foi criado, os homens não, sempre complicam as coisas e querem respostas até pros gases que soltam quando comem algo vencido. Eu rio. Abraço meu amigo e digo que eu acredito sim em alguma coisa, eu acredito em Deus. Aquele que todo mundo acredita, ninguém conhece e ainda inventam diversos nomes e mudam a sua aparência constantemente. Isso porque é manhã, o sol ilumina tudo, mas ninguém vê.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Blá.

Me inspirei nesse lance de Bloqueio criativo,não exatamente.
Peguei como desculpa pra explicar o porquê de não escrever alguma
coisa que preste.
É como já disseram antes,a ausência de inspiração causa angústia,
a angústia causa insônia e a insônia acaba com o mundo dos sonhos
e te leva a frequentar um mundo noturno um tanto quanto maléfico a saúde.
-Meu amigo,me dê um cigarro!

Perdoe-me a sinceridade é que ando trocando os a's pelos i's.
Eu realmente tirei um tempo,ando gostando do silêncio pra poder
acumular as palavras e só sair coisas boas de fato. Mas tem hora
que o improvável acontece,tem hora que o silêncio não
consegue
expressar muita coisa daí só a música pra revelar o que não se pode dizer.

Eu fico em silêncio quando estou espionando,quando gosto muito de alguém e
quero
apenas sentir essa pessoa ou quando estou encrencada.Fato.
Eu não sei o que pode
ser pior neste momento.
Ora para negar tudo isso eu fico em silêncio como se estivesse
argumentando contra
e a favor ao mesmo tempo.
Mas convehamos que ficar em silêncio é ruim.Tenho a mesma sensação que gritar
no vácuo,
não me libero,não esvazio as tais forças negativas.
Eu apenas me acumulo
para uma próxima viagem...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Nome próprio.


Eu quero ter um nome bem bonito
Não precisa ser nome de santo ou de Porto Rico

Eu quero ser alguém que todo mundo goste mas que não se lembre apenas do circo, do ciclo
Ou do pode ou não pode.

Eu quero uma música pra dançar,
sem que seja preciso aprender a dança ou o trote.
Eu quero a vida com gosto de maçã verde,
daquelas em que a gente põe melado e lambreca o rosto.
Eu quero uma porção de amigos pra contar estórias
E quem sabe assar marshmallow na fogueira quando a gente for acampar.
Enfim eu quero um nome próprio
Desses em que a gente respira fundo e diz:
Existe?

domingo, 25 de janeiro de 2009

Eu penso assim.


Tenho uma terapeuta que vive dizendo que tenho um dom. Sinceramente não costumo acreditar em coisas do tipo, nem em acaso, destino ou hipnoses. Nada disso. Eu comecei bem, nada de heróico no meu currículo, nem dessa vida, nem da outra (se você acredita nessas coisas). Até parece que estou falando como cética, claro que não!Eu acredito em amor (olha só), ele não existe, mas eu acredito. Bem continuando antes que seja exorcizada, tomarei como hipótese o fato de ter “um dom”. Qual será ele e pra que serve?Garanto que a rede em que estou me balançando agora não vai me ajudar a chegar a nenhuma conclusão, principalmente pelo ranger... Vai e volta. Talvez eu tenha o dom de me irritar com facilidade, de arrumar confusão mais rápido que as pessoas comuns,de criar fama ruim em todas as escolas que me matriculo, de conseguir manter a minha pressão sempre baixa, de sempre quebrar o pé esquerdo sem muito esforço ou de ter uma coleção de amigos com instintos suicidas. Não, o mal não é da idade. Esse é o problema, se eu tivesse um dom sairia por ai voando por entre as mangueiras, estando ao lado dos amigos sempre que eles precisam ou superando a droga da física que me ferrou no vestibular, esse é o lance. Nada disso é real. É claro que eu acredito que alguns em especial têm um dom, use-o pro bem ou para o mal, seja o abusador ou a vítima. A gente é quem escolhe, podemos ser o lobo que é ágil, perspicaz e habilidoso ou se pode ser a ovelha, mansa, obediente e que adora um trabalho em equipe. Mas ai está qual é o dom da ovelha?Acho que somente o de ser devorada rapidamente sem salada ou molhe agridoce. Eu penso assim. Esse lance de dons não anda dando muito dinheiro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Freud que me desculpe mas...

Tenho ataques constantes de loucuras (infundáveis), deve ser por isso que costumam não me entender. Caminho entre os extremos do “Decifra-me ou devoro-te e caso contrário corres o risco de ser devorado (que grande ameaça!).Ando fugindo de tudo, não de mim pra ser exata, digo isso pela primeira vez e com grande astúcia... Estou fugindo do ser, do que as pessoas querem que eu seja. Bizarro não? É que hoje pela manhã quando olhei no espelho vi uma jovem, cabelos curtos, olhos penetrantes e uma freqüentadora assídua de terapias semanalmente. Deparei-me comigo, de cabeça pra baixo e vale ressaltar que o choque foi grande. Era eu o tempo todo, de lado, frente, verso e de pé. Acho que eu escutava coisas que ninguém dizia a não ser meu próprio interior. Por que é que não me vi antes? Com todas as palavras que eu tentei dizer, com tapas na cara que eu (mesma) me dei e assim por diante. Eu e minhas loucuras infundáveis. Realmente eu me escondi tanto que esqueci de me achar, fui logo contando os passos da praça à terapia sem rever na verdade o que eu estava procurando, daí começava a espalhar os grãos de café pelo caminho com o intuito de me perder, exatamente. Conversando sozinha como de costume me apresentei, dei logo um aperto de mão como quem sente prazer ao conhecer alguém de quem ouve falar tanto. Foram horas de conversas e afinidades, cansei-me de Freud e suas análises, seus estudos sobre a mente e a relação com desejos inconscientes e fantasias sexuais, me cansei dos estudos com parâmetros. Eu quero algo não programado, não estudado e que não seja de tudo o meu inconsciente e consciente.